O uso do sal grosso no tratamento dos Discus
Utilizado a muitos anos pelos criadores o sal em proporção adequada é efetivo contra muitos parasitas e protozoários, tais como Costia, Trichodina, Chilodonella, parasitas de guelrras e outros ectoparasitas.
Este pode ajudar nos problemas de regulagem osmótica causado por úlceras bacterianas; ajudam a limpar as brânquias congestionadas, servindo ainda como suporte aos peixes que sofrem de estresse. Devido a sua forma de trabalho, diferente da maioria dos outros tratamentos, o sal é considerado mais seguro e não afetará adversamente a filtragem biológica do aquário. Este é utilizado geralmente em taxas razoavelmente elevadas em banhos de curta duração, mas poderá ser utilizado como um tratamento de suporte de longo prazo.
Observe que algumas espécies, notadamente alguns tetras e peixes de fundo não toleram bem o tratamento com sal.
O sal como parasiticida
Sua ação está baseada em alterar o fluxo osmótico que ocorre entre o parasita ou os peixes e a água. Lembrando que a osmose é o movimento da água de uma área de baixa concentração para uma área de maior concentração.

Isto significa que em um tanque de água doce há um movimento contínuo da água do aquário para os líquidos do corpo do parasita ou peixe que contêm moléculas dissolvidas tais como as proteínas, os sais, os íons etc. Como isto é controlado? A maioria dos organismos aquáticos tais como peixes e parasitas controlam este fluxo contínuo através da osmoregulação.
Se nós adicionarmos sal à água, o fluxo osmótico se inverterá. Então, em vez da água estar sendo extraída pelo parasita, acontecerá o inverso, a água será expelida deste desidratando o organismo.
Note que todos os organismos estarão sob a mesma ação, parasitas e peixes. Mas obviamente os organismos menores, tais como os parasitas das guelras, serão afetados mais rapidamente e com maior severidade que um grande peixe.
Além de controlar parasitas, os banhos de curta duração têm ainda um efeito adstringente suave e ajudam as brânquias congestionadas limpando o excesso de muco.
Na recuperação de úlceras e combate ao estresse
Um dos efeitos do estresse é interferir direto na osmoregulação. Um banho de longa duração a uma baixa concentração (2 a 3 gramas por o litro) pode ajudar a aliviar o estresse osmótico, retirando água dos peixes. Isto é particularmente importante em águas moles porque contem menor quantidade de substâncias dissolvidas (e tem conseqüentemente mais moléculas de água livres), e cria assim um efeito osmótico mais forte do que uma água dura. O mesmo efeito ocorre com úlceras bacterianas. Úlceras são literalmente furos na pele, onde sem o muco a água pode inundar o corpo do peixe, e outra vez esta ação é mais evidente em águas moles. Reduzir o fluxo osmótico adicionando uma pequena quantidade de sal à água reduzirá o ingresso da água no copo do peixe.
Tratamentos:
Imersão prolongada:
2 a 3 gramas por litro. Para aceleração da produção de muco, regeneração de ulceras bacterianas e como auxiliar em tratamento de infecções bacteriana no aparelho digestivo, quando há acumulo de líquido interno(abdômen inchado). Duração: 7 a 12 dias
Imersão de curta duração:
10 a 20 gr por litro por até 30 minutos. Este procedimento somente poderá ser executado com o acompanhamento visual do criador. Observe que a dose mais elevada será tolerada somente por poucos minutos. Quando o peixe perder o equilíbrio, retire-o imediatamente para outro aquário com água pré-condicionada. O tratamento é utilizado contra ectoparasitas e em doença bacteriana das brânquias.
Este pequeno artigo foi escrito baseado na minha experiencia de décadas utilizando o sal e nas excelentes referencias abaixo.
Referência:
Associação de Criadores do Reino Unido,
Discus Naked True – Andrew Soh
Utilizado a muitos anos pelos criadores o sal em proporção adequada é efetivo contra muitos parasitas e protozoários, tais como Costia, Trichodina, Chilodonella, parasitas de guelrras e outros ectoparasitas.
Este pode ajudar nos problemas de regulagem osmótica causado por úlceras bacterianas; ajudam a limpar as brânquias congestionadas, servindo ainda como suporte aos peixes que sofrem de estresse. Devido a sua forma de trabalho, diferente da maioria dos outros tratamentos, o sal é considerado mais seguro e não afetará adversamente a filtragem biológica do aquário. Este é utilizado geralmente em taxas razoavelmente elevadas em banhos de curta duração, mas poderá ser utilizado como um tratamento de suporte de longo prazo.
O sal como parasiticida
Sua ação está baseada em alterar o fluxo osmótico que ocorre entre o parasita ou os peixes e a água. Lembrando que a osmose é o movimento da água de uma área de baixa concentração para uma área de maior concentração.
Isto significa que em um tanque de água doce há um movimento contínuo da água do aquário para os líquidos do corpo do parasita ou peixe que contêm moléculas dissolvidas tais como as proteínas, os sais, os íons etc. Como isto é controlado? A maioria dos organismos aquáticos tais como peixes e parasitas controlam este fluxo contínuo através da osmoregulação.
Se nós adicionarmos sal à água, o fluxo osmótico se inverterá. Então, em vez da água estar sendo extraída pelo parasita, acontecerá o inverso, a água será expelida deste desidratando o organismo.
Note que todos os organismos estarão sob a mesma ação, parasitas e peixes. Mas obviamente os organismos menores, tais como os parasitas das guelras, serão afetados mais rapidamente e com maior severidade que um grande peixe.
Além de controlar parasitas, os banhos de curta duração têm ainda um efeito adstringente suave e ajudam as brânquias congestionadas limpando o excesso de muco.
Na recuperação de úlceras e combate ao estresse
Um dos efeitos do estresse é interferir direto na osmoregulação. Um banho de longa duração a uma baixa concentração (2 a 3 gramas por o litro) pode ajudar a aliviar o estresse osmótico, retirando água dos peixes. Isto é particularmente importante em águas moles porque contem menor quantidade de substâncias dissolvidas (e tem conseqüentemente mais moléculas de água livres), e cria assim um efeito osmótico mais forte do que uma água dura. O mesmo efeito ocorre com úlceras bacterianas. Úlceras são literalmente furos na pele, onde sem o muco a água pode inundar o corpo do peixe, e outra vez esta ação é mais evidente em águas moles. Reduzir o fluxo osmótico adicionando uma pequena quantidade de sal à água reduzirá o ingresso da água no copo do peixe.
Tratamentos:
Imersão prolongada:
2 a 3 gramas por litro. Para aceleração da produção de muco, regeneração de ulceras bacterianas e como auxiliar em tratamento de infecções bacteriana no aparelho digestivo, quando há acumulo de líquido interno(abdômen inchado). Duração: 7 a 12 dias
Imersão de curta duração:
10 a 20 gr por litro por até 30 minutos. Este procedimento somente poderá ser executado com o acompanhamento visual do criador. Observe que a dose mais elevada será tolerada somente por poucos minutos. Quando o peixe perder o equilíbrio, retire-o imediatamente para outro aquário com água pré-condicionada. O tratamento é utilizado contra ectoparasitas e em doença bacteriana das brânquias.
Este pequeno artigo foi escrito baseado na minha experiencia de décadas utilizando o sal e nas excelentes referencias abaixo.
Referência:
Associação de Criadores do Reino Unido,
Discus Naked True – Andrew Soh